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quarta-feira, 30 de maio de 2007

E-books - Um pouco de cultura na rede

É possivel ler on-line os best-sellers do momento.

O Projeto Democratização da Leitura, permite o acesso há mais de 3 mil títulos divididos em 12 categorias. É possivel encontrar, inclusive, produções em língua estrangeira.
Através do site www.portaldetonando.com.br o internauta pode não somente acessar esses conteúdos como também copiá-los para o seu computador e imprimir.
A prática não é ilegal no Brasil, porque o site garante que todas as publicações lá contidas NÃO POSSUEM ressalva na lei de direitos autorais que impeça essa prática ou simplesmente tiveram sua divulgação autorizada por seus autores.
Os e-books, como são popularmente conhecidos crescem numa velocidade descontrolada e assustadora por toda a rede. A triologia do Senhor dos Anéis e coleções como as do Harry Potter são as mais procuradas.
No site é possivel pesquisar também livros evangélicos e anexar ao acervo mais e-books para serem propagados. É necessária a criação de um login de acesso e o sistema utilizado no site é o de fórum, para que todos os membros possam esclarecer dúvidas e fazer pedidos.
Vale a pena conferir!

-Indicação musical do dia:

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Laços superficiais

Todo mundo tem um bom amigo virtual, ou muitos deles.
Entender como é possivel criar tanta intimidade transmitindo palavras de uma tela para outra, é tão complexo como todas as relações humanas. É realmente mais simples amar, ouvir, criticar e brigar quando não convivemos fisicamente. Faz sentido.
Assim como na sociedade pós moderna setorizamos o trabalho, o tempo e os nossos afazeres aprendemos também a setorizar nós mesmos.
Quantos vocês existe dentro de você?
Quantas versões você é capaz de mostrar?
Quanta capacidade temos de nos adaptar às necessidades do outro?
Online não nos mostrarmos por inteiro. Porque ser completo acarreta uma aceitação maior do que a que desejamos ter.
Só mostramos aquilo que interessa ao outro conhecer.
Nosso cartão de visitas é a nossa foto mais bonita e nossas palavras cuidadosamente escolhidas. Para cada amigo virtual uma temática diferente e uma abordagem diferente do assunto que for.
No dia a dia não. Ficamos expostos e vulneráveis à todo o tipo de emoção e alteração.
As crises no trabalho e na família mudam o nosso humor na faculdade. Uma noite mal dormida pode provocar uma insônia daquelas e uma enxaqueca que não dá pra não notar.Na vida real somos de vidro. Visíveis por dentro e por fora, querendo ou não.
Na internet as palavras se libertam e podemos ser o que não é possivel ver. Destacamos de nós o desejado e só.
Não encarar nos permite dizer o inimaginável, dói menos, excita menos, complica menos.
Como diria a letra da música, não existe nada mais simples do que deletar do orkut e excluir do msn quando as coisas dão errado.
É uma pena que no mundo real não podemos excluir as pessoas da nossa vida com tanta facilidade.
Talvez não seja necessário eliminar a dor a todo o momento, só é mais fácil. Essa facilidade traz o medo de sentir, de se envolver e o anestesiamento das emoções que tanto comentamos.
Na verdade, acredito que essa seja uma vantagem das relações reais, o tempo para corrigir.
Ao vivo somos todos covardes sem exceção. As mãos gelam, o coração bate forte, o corpo denuncia.
Somos corpo e alma. Não bit e byte.
Às vezes a tecnologia não nos permite viver.

- Para ouvir a música que a Lette recomendou no post alheio, aperte o "play":

quinta-feira, 17 de maio de 2007

The Internet Day


Foi decretado hoje em Portugal o Dia Mundial das Telecomunicações, da Sociedade da Informação e da Internet com o objetivo de provocar exatamente o que tentamos fazer neste blog: a reflexão sobre o uso dessas novas tecnologias, suas conseqüências e mostrar suas novidades.
O jornalista e professor da Universidade de Nova Lisboa, Antônio Granado, afirmou em entrevista ao site Porto Net que “a internet foi criada como um espaço de liberdade e assim deve continuar. Não há nenhum problema com conteúdos sem controle. Mesmo com os que possam ser considerados perigosos, deve acontecer o que acontece em outras atividades. O que é ilegal, é proibido".
O jornalista ainda insiste que algumas informações na rede talvez sejam mais confiáveis que as divulgadas nos principais veículos de comunicação: "não é pelo fato de blogs, fotoblogs ou qualquer tipo de publicação ser produzida por pessoas comuns que não existem dados confiáveis: tudo é uma questão de tempo de adaptação tanto das novas mídias quando do novo público. A seleção deve ser pessoal".
Com a sua polêmica liberdade de expressão, ausência de filtros diretos de qualidade, ascensão assustadora e constante troca e atualização de informações em alta velocidade, a internet é mesmo causadora de polêmicas e discussões constantes, de vícios e síndromes, mas também de aproximar as relações que já não podem ser chamadas, exatamente, de humanas.
Além de Portugal mais 21 países, em sua maioria hispânicos, adotaram o Dia da Internet. Através de eventos que divulgam as novidades da internet e palestras sobre o tema o que se pretende é alcançar um entendimento para um melhor aproveitamento.
Que assim seja.
Ericka Rocha é um ser asmático e por isso está postando no dia errado. Mas não se preocupem: ela vai ficar boa!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Poker Revolution!


Como falamos incansavelmente por aqui, é possivel achar de tudo na internet. Orkut para cachorros, YouTube gospel, Pacifistas, Pseudo-artistas, informações culturais e inúteis, músicas conhecidas ou não, excentricidades e bizarrices sem número, sem tamanho, raça ou coisa alguma.

Como se não bastasse vivermos conectados à internet, gastarmos tempo nela e a usramos como a maneira mais simples de nos comunicar, hoje é possivel ganhar dinheiro na rede e ainda se divertir através da jogatina. Estou falando do pôquer online.

Por minuto, 2 milhões de jogadores movimentam 140 mil dólares nas salas de jogos segundo a revista VIP, voltada para o público masculino.

Tem gente largando trabalho fixo, faculdade e, acreditem, família, amigos e até escola, (porque os jogos não têm restrição para menores de idade) apenas para se inserirem no universo da sorte e do azar que, ao mesmo tempo que fascina, é capaz de construir e destruir impérios econômicos com a mesma velocidade.

Grande parte dos milionários são talentosos e não alcançaram sequer os 18 anos de idade. Do ano passado para cá, a febre do momento tem visto seu número de jogadores triplicar. Começou com os primeiros sites de pôquer, em 1998 e, cinco anos mais tarde, teve seu ápice pelo início das transmissões televisionadas do World Series of Poker (WSOP) e o World Poker Tour (WPT), principais camepeonatos do ramo.

Para os viciados de plantão, vai meu aviso: a justiça americana tem acompanhado de perto o crescimento desse setor e a cada dia aumentam o número de ONGs que se opõem à prática excessiva do jogo. Psicólogos afirmam que a prática possui aspectos viciantes e alienantes que podem gerar sérios problemas na inserção social de seus praticantes.

Mas...Para quem é curioso como eu e não resiste a uma novidade, acesse:

www.partypoker.com

www.pokerstars.com

www.pokerroom.com

Sugestão de música de Ericka para ouvir enquanto lê seu post:


quarta-feira, 2 de maio de 2007

Webby Awards

Não tinha a menor idéia sobre o que escrever hoje. Depois de um longo feriado, parece que as atividades quando voltamos ao mundo real e à rotina se multiplicaram (ou realmente se tornaram impossíveis de ser adiadas!)

Dando uma volta pelas emissoras de rádio e buscando informações sobre a Secretaria de Habitação, (porque pra quem não sabe eu trabalho na Prefeitura...) ouço falar sobre algo que eu desconhecia: Webby Awards, o Oscar da internet.

Iniciada em 1996, a premiação já está na sua 11ª edição. Com um júri bastante eclético, todos membros da Academia Internacional de Artes e Ciências, possui entre seus 550 componentes personalidades de diversas áreas como os conhecidos músicos Beck e David Bowie, o criador do irreverente seriado "Os Simpsons", Richard Banson e editores e escritores de diversas publicações famosas.
O "Oscar" visa classificar aquilo que existe de melhor na internet, tarefa difícil em uma fronteira ilimitada de informações e novidades.
Por volta de 100 publicações on-line se dividem nas categorias "Website", "Interactive Advertising" (Anúncios Interativos), Online Film and Video (Filmes disponíveis na rede) e Mobile (produções para a internet via celular, diponibilizadas pela tecnologia WAP).

A premiação ocorrerá nos dias 2,3,4 e 5 de junho em diversos estabelecimentos famosos da cidade de Nova Iorque e é possível aos internautas reservar seus convites para participar da premiação.

Para quem estiver nas proximidades da Gringolândia, acesse:

http://www.webbyawards.com

E divirta-se!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Tudo tem seu preço...

Ando numa fase bem "mão de vaca", falando em português claro. Quanto mais aumentam as necessidades vitais, mais meu salário se torna ínfimo. Considero um computador em bom estado, como uma necessidade quase que vital nos dias de hoje. Desde que eu vim morar em São Paulo já se passaram quase 3 anos e eu ainda continuo vivendo na era primitiva.
Eu e quase todo mundo desse país se formos parar pra pensar. Já repararam que 99,9% das lojas andam oferecendo computador? Casas Bahia, Extra, Carrefour, Wal - Mart, Ponto Frio e até as Lojas Americanas entraram na dança.
Mesmo dividindo o passaporte pra "nova vida" em 24, e às vezes em até 36 parcelas o custo de toda essa tecnologia ainda é caro demais, inclusive para pessoas como eu, que usam o salário só pra si, e ainda assim acreditam que ganham uma miséria.
Agora imaginem o retrato típico do trabalhador brasileiro, que com a mesma quantia (e às vezes, bem menos) sustenta 3 filhos e ainda mantém a casa em ordem.
Exclusão digital e exclusão social. Se a internet se tornou TÃO necessária, como vive quem não tem o mínimo acesso à ela? Como se informa, se atualiza e se encaixa no mundo? Eu sinceramente não consigo imaginar que alguém possa nunca ter visto a tela de um computador. Assim como é inacreditável que tem gente morrendo de fome, de seca, de dengue, de cólera e de todas essas coisas tão facilmente dizimáveis e tão complexas ao mesmo tempo.
Mas eu SEI que existe. A gente fica aqui discutindo esse papo todo de virtualização enquanto tem gente por aí que não tem nenhuma condição de acessar qualquer um desses novos dispositivos. Tem gente por aí que não tem condição de nada.
Privilegiados? Somos uma minoria. Que como em todas as outras àreas desse país conhecem as alegrias e os desprazeres da elite. Quem ouve até acredita que existem tantos desprazeres assim...Estranha realidade.

Ericka Rocha tenta postar às Quartas-Feiras. Ericka Rocha tenta postar da SEHAB. Como vocês podem ver, nem sempre é possível. Ai, se não fosse a Lette! (hahaha, me achei!)

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Solução?

No nosso tempo tudo precisa ser feito com muito mais velocidade.
Na verdade, não por que queremos, mas porque o mundo que nós mesmos criamos nos obriga.
Não conseguir parar talvez seja a causa da minha insônia. (E consquentemente da minha, como bom namorado). É como se quando eu desligasse o ciclo se rompesse e eu não conseguisse mais retomar as minhas linhas de pensamento com a mesma conexão. Dá pra entender?
Enfim...
Escrevendo o post, conversando pelo outlook, fazendo meu trabalho pelo PC, prestando atenção nas notícias que passam na TV e ainda conseguindo manter a mente ligada nos trabalhos da faculdade e na longa duração das minhas 24 horas diárias: tão extensas e tão curtas ao mesmo tempo
Pesquisando nomes e e-mails no google, mandando milhares de mensagens(literalmente), conversando pelo Gmail, surtando com o trabalho de psicologia. O pior é que quanto mais rápido a gente faz, mais rápido quer fazer. sempre imaginei como era a vida de nossos antepassados (que usavam um pc 486 com dos quando tínhamos 5 anos). Para nós, qualquer engasgada do windows é motivo para um ataque, normalmente contra a pobre CPU.
Se não fossem as facilidades cibernéticas e a marvilhosa e revolucionária ferramenta Google, tenho certeza que os prazos seriam extensos e as funções muito mais trabalhosas. Um dia já foi assim.
Oh Vinde Fiéis! Qualquer blasfêmia contra o Santo Google seja anátema! Sem ele viveríamos chafurdando em páginas de papel e poeira para achar quem foi Levi Strauss.(Aposto que você quer ir no Google pesquisar saber quem ele é do que pegar sua Barsa, né?) Há quem prefira estes métodos arcaicos ainda hoje, mas admito que a minha vida de estagiário seria um pouco mais fácil sem essa ferramenta. Acho!
A grande diversão dos meus chefes é me mandar achar tudo no Google. Quem foi Oscar freire? Qual o email de todos os políticos do Brasil? Ah, não se esqueça de todos os coordenadores de Faculdades do território brasileiro...O que eu faria se não fosse isso? Sei lá! Talvez tivesse que ir pessoalmente. Prefiro o Google.
Um dia eu mesma consultei a enciclopédia Barsa e acreditava que lá havia resposta para toda e qualquer dúvida do Universo. Que tolice. Para caber o universo, não bastam alguns volumes, o espaço deve ser ilimitado, tal qual nossa curiosidade, tal qual o número de perguntas que surgem na nossa mente a cada segundo.
Mas a grande pergunta é: o Universo é ilimitado até aonde? Tudo que sei é que existem bases de dados gigantescas em servidores funcionando 24h. Suponho que eles sejam aparelhos físicos, que por mais que eu goste da idéia, duvido que a internet fique voando por aí. Possibilidade de colapso? Quem sabe? No mínimo ia ser engraçado. Tente quantificar quanto dinheiro virtual é transmitido de banco para banco. Economias de países estão flutuando em ondas virtuais que nem temos uma idéia clara de onde estão. A crise de 1929 vai ser fichinha perto do que pode acontecer se a internet "quebrar". Mas como quebrar algo que não podemos tocar?
A virtualidade funciona de forma estranha, se formos pensar. Veio pra descomplicar e fazer termos mais tempo para nós, mas acabou por ser prática demais e nos onerando com mais tarefas diárias. Não sei se existe solução para o stress. Se continuarmos nesse ritmo, talvez ele só aumente. Aliás, talvez stress não seja exatamente a palavra. Não paramos porque não nos é permitido parar. Porque a gente fica estagnado e o mundo continua girando. É como num ciclo, uma alimentação continua de informações e atualizações.
Sempre me perguntei se um dia seríamos ligados completamente aos computadores, sabe, viveríamos virtualmente como nos filmes de ficção. Bom, já estamos chegando bem perto. Sabe o tal jogo Second Life? A idéia é poder mostrar que é possível fazer tudo que já fazemos (com algumas melhorias) através do mundo virtual: comprar, dançar, conversar, trabalhar, nos relacionar...mas pra que? Já não fazemos tudo isto de verdade?
Não me entendam mal, não sou nenhum tipo de reacionário, muito menos contra jogos. Sou viciado em qualquer coisa que precise de botões pra funcionar! Mas já ouvi até de professores que este tipo de jogo é uma revolução na comunicação e está abrindo novas portas. Não duvido, mas será que ele está nos abrindo para o mundo ou nos fechando mais?
Imagine:
O que um camponês feudal via quando olhava para frente quando estava trabalhando? O mundo e um enorme espaço aberto e o horizonte...
Com a Revolução Industrial, o que o trabalhador da fábrica via? Paredes e máquinas. Sua visão começa a ter obstáculos.
E hoje, como fazemos para ver o mundo enquanto estamos trabalhando? Passamos a nos restringir a olhar o mundo através um pedaço de vidro e bytes, que nos dão a falsa impressão que enxergamos mais longe quando na verdade deixamos de nos levantar para olhar sequer pela a janela.
Não digo que o camponês feudal tinha uma vida melhor que a nossa, mas pensando deste modo, quem que realmente enxerga mais longe?
Na verdade, a pergunta não seria quem enxerga mais longe, mas quem enxerga mais... O que vemos não é algo que representa quase completamente a nossa realidade? Porque preferir então o virtual?
Acredito que o distanciamento tem para o ser humano suas vantagens. Brigar virtualmente é indolor, as crises e as palavras duras são atenuadas, as coisas feias do planeta excluídas. No nosso mundinho água com açucar é muito menos trabalhoso viver. E pra quem tinha tanto trabalho, isso não soa maravilhoso?
Somos, mais uma vez, prisioneiros da nossa própria solução.Tão filosófica...mas tão assustadora. A dúvida se mantém... Até quando? Até onde? Com que controle?

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Popularidade nada popular...

Vamos falar de quem não é popular na rede.
Pessoas que não beijaram famosos, nem atuaram em nada "em cartaz" no Youtube. Gente que odeia orkut, MSN, Fotolog, Coca-Cola, Batata Ruffles e telefone celular. Abaixo dos 80 e acima dos 8 anos de idade. Indivíduos comuns, capitalistas, anti-revolucionários, saudáveis e vacinados que, no final das contas, acham a internet útil, mas não vital.
Apesar de acreditarem que o Google facilitou mesmo as pesquisas, não dispensam as tradicionais Bibliotecas Públicas - porque nada é tão fiel quanto um bom livro.
Ainda compram CD's (originais, claro...) e cultivam com orgulho discos antigos, fotos em albúns de papel, relíquias de família e esses tradicionalismos que nos desfazemos aos montes e chamamos de "tranqueiras".
Pode parecer distante da realidade de 90% da população brasileira, mas existem sim, os resistentes saudosistas.
Aqueles que optam por escrever cartas e a se encontrar à céu aberto. Que graça tem um namoro virtual? Visitam brechós, escutam Beattles e acham a moda da vovó "retrô". São Paulo está lotada de tipos assim.
São Paulo tem gente de todos os tipos.

Nas minhas viagens internéticas, encontrei, contradiotoriamente, blogs com uma pontinha de saudosismo "jurássico" em alguns posts. Nem sempre relacionados à vida sem internet, que isso fique BEM claro. Mas sinceramente,vale a pena dar um click:

- Registro Dissonante - http://registrodissonante.blogspot.com/2007/02/heat-is-on-na-minha-poca-moda-era.html (Politicamente correto!)

- My garbage -
http://my-garbage.blogspot.com/2007/04/acordando.html (Belo relato profissional...Rs...)

- Chorumelas -
http://choru.wordpress.com/2007/03/31/historias-de-familia (Deu saudades de casa...)

- Che Caribe -

http://www.gardenal.org/checaribe/2007/01/ignorancia.html (Faz sentido...)

terça-feira, 3 de abril de 2007

Intimidade Virtual?

Lembro-me de maneira esquisita como surgiu o orkut. Na época não entendi nada.
Fui convidada para participar, aceitei, mas não via a menor serventia naquilo.
Sem saber direito o porquê , disseminei o vírus. Convidei mais amigos para aderir à comunidade virtual que para mim passou a funcionar como uma agenda que continha dados pessoais de todos os envolvidos, fossem conhecidos, ou não. Achava estranho.
Mas a curiosidade é perigosa.
Quer maneira melhor de conhecer os amigos da garota chata, a namorada do bonitinho, a ex do atual ou fiscalizar o paquera?
Quando percebi estava viciada, acompanhando a vida alheia como numa novela, onde era possível ver fotos, saber de preferências políticas, musicais, o estado civil, a idade e , às vezes, até o RG e o CPF .
Completamente exposta e sem medo nenhum de ser feliz, iniciei uma competição comigo mesma e resolvi fazer parte do maior número de comunidades virtuais possíveis. Umas engraçadas, outras sérias e mais um sem número em homenagem à amigos ou a mim mesma.
O Orkut mede popularidade e ao longo dos anos foi tomando proporções assustadoras. Agora é possível adicionar seus vídeos preferidos, saber quem tem uma quedinha por você olhando a "crush list", classificar os melhores amigos e os piores inimigos, porque até os nossos INIMIGOS adicionam a gente no Orkut.
Vale tudo pra ser popular na web.
Namorar fazendo parte do orkut é uma tarefa que exige cuidado redobrado.
Sempre existem aqueles que mandam recados abusados, xavecos furados e "exes" ainda apaixonados. Um drama.
Brigas também fazem parte da realidade orkutiana. Os scraps expõem as desavenças entre melhores amigas, as ofensas contra os pais, contra o chefe mala e a professora da faculdade.
Comunidades dedicadas às inimizades quase unânimes também não são raras.
A idéia é REPRESENTAR seu círculo social virtualmente, com zero de privacidade. O círculo social real, obviamente, é recheado de conflitos interessantíssimos de sondar! (como é bom saber das fofocas atuais...)

O duro é quando os conflitos partem de dentro da página, para a vida real.
Coisa do nosso século é brigar por causa de e dentro de uma página que pode ser facilmente adulterada(não é difícil criar uma identidade falsa!).

Mais uma vez a gente confunde virtual com real...E acredita naquilo que os nossos olhos vêem.
Até surgir uma novidade melhor...

terça-feira, 27 de março de 2007

Parte do Todo

Sentir-se próximo estando longe, conhecer sem tocar, ver e não presenciar.
Estranho novo mundo essa tal de era virtual.
Representar-se como desejamos ser. Deixar de ser o que se é.
Se o homem luta tanto para sentir-se diferente, porque essa tendência esquisita de acabarmos todos iguais?

A internet nos trouxe uma enorme necessidade de pertencimento e inclusão.
Existir é fazer parte do Orkut, é ter MSN, é acessar com freqüência o Youtube, e manter atualizado o Fotolog; para ser reconhecido por uma imagem de si dotada de impressões pessoais.

Se não podemos estar fisicamente em todos os lugares de forma simultânea tornamos as nossas características, preferências e representações acessíveis e palpáveis, para sermos reconhecidos no outro e pelo outro como semelhantes.

Partes e números. Somos subdivididos em categorias que incluem desde a nossa preferência alimentar até os nossos hábitos individuais. É uma espécie de singularidade massificada. “Eu sou” ao mesmo tempo em que “todo mundo também é”.

A internet é fascinante porque nos permite fantasiar... Somos mais bonitos, mais altos, mais divertidos, interessantes e populares do que a imagem real de nós mesmos.
Ou não. Tem muita gente assumindo na internet tudo aquilo que possui de mais oculto no próprio ser, aquilo que a vida em sociedade não permite mostrar.

As regras do mundo real são diferentes das regras virtuais, que talvez ainda nem existam de fato. Afinal, existe a necessidade de regrar um mundo incontrolável?
Sem limites e fronteiras físicas, sem cadastros reais?

Na bagunça cibernética cabe a você estabelecer os limites da exposição.
A nossa tendência “voyerista” de conhecer a intimidade do outro a fundo é que faz com que mostremos mais partes de nós mesmos.

Como numa relação real, na internet são realizadas trocas invisíveis.
Mostre – me sobre você, que exponho mais uma parte de mim.
Una-se ao outro através daquilo que mais incomoda em você.
Ser sozinho, sem de fato estar...

E assim a sociedade vai se desligando cada vez mais daquilo que é concreto.O mundo real precisa de um “update”, porque de fato deve andar bem sem graça.